A cineasta Lina Wertmüller, de quem já falei aqui, disse certa vez que a beleza é uma grande dádiva para a humanidade. De fato. E nem precisa ir muito longe para constatar. É só a gente começar a observar à nossa volta, em nosso dia-a-dia.
Por exemplo: os guarás púrpuras em revoada no arquipélago de Marajó terra do meu falecido pai, a vista indescritível da janela do meu quarto em Santana de Parnaíba, a carinha perfeita do meu Beagle Guri, a comida colorida do restaurante Shiguê, o rosto inacreditável da Luciana Coelho que senta bem na minha frente dia todo no trabalho, o sorriso da Sueli Monteiro, minha amiga de todos os dias, a pintura de Matisse em exposição na pinacoteca, a voz e as músicas de Amy Winehouse que eu ouço sem parar, o gato Elvis siamês degradê da minha amiga Nádia, as louças Versace com o logotipo de cabeça de medusa do meu amigo César, o cheiro das damas da noite da chácara da Ana Lúcia e do Edson no interior de São Paulo e do perfume Jador que eu gosto de usar, as locações dos filmes Mamma Mia, Sob o Sol da Toscana e todos do Zefirelli que eu adoro rever, os banheiros rústicos do restaurante Beco do Bartô no Paraíso em São Paulo, o rosto e o corpo do meu amigo Diego, os poemas de Mário Quintana, e… Claro, o meu amigo Alex – antes que ele chegue até o final deste post e me mate por não tê-lo incluído na lista.
Foto: Revoada, Jairo BD.
