Relatos ao Pé da Letra

Entradas categorizadas em ‘Poemas’

Pra variar… Quintana.

Agosto 9, 2008 · Deixe um comentário

DEFINIÇÕES

Incenso: defumação aromática para hipnotizar Nosso Senhor.

Melancolia: maneira romântica de ficar triste.

K: letra caminhante.

Adolescência: idade em que a gente lê sem estar pensando noutras coisas.

Diálogo: dois monólogos intercalados.

Saudade: é o que faz as coisas pararem no tempo.

Cão: amigo e grande puxa-saco do homem.

Eternidade: um relógio sem ponteiros.

Vento: pastor das nuvens.

E pra fechar…   

Lavoisier: “Nada se perde, tudo muda de dono.” 

Né?

Categorias: Poemas · Reflexões

Um pouco de Quintana…

Junho 15, 2008 · Deixe um comentário

 

713.789

O bom das segundas-feiras, do primero de cada mês e do primeiro de cada ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova… Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?

Mario Quintana.

Categorias: Poemas

Um pouco de Tranströmer

Junho 5, 2008 · Deixe um comentário

Eis um poema curto do sueco Tomas Tranströmer. É de uma delicadeza única ao tratar do fato de que fomos, afinal, feitos à imagem e semelhança de Deus (ainda que não estejamos completos). Se você ainda ainda não conhece, mas quiser conhecer mais desse poeta,  leia “The half-finished heaven”. Vale a pena.

 Igreja românica

 

Os turistas se apinharam na penumbra da enorme igreja românica

Arco se abrindo atrás de arco e nenhuma perspectiva.

A chama de algumas velas vacila.

Um anjo –não consegui ver a sua face—me abraçou

e o seu sussurro atravessou todo o meu corpo:

“Não se envergonhe de ser um ser humano, orgulhe-se!

Dentro de você um arco se abre atrás de outro, infinitamente.

Você nunca estará completo, e é assim que tem de ser.”

Lágrimas me cegaram

quando fomos conduzidos até a praça ferozmente ensolarada

junto com Mr. e Mrs. Jones, Herr Tanaka e a Signora Sabatini;

dentro de cada um deles arcos e mais arcos se abriam infinitamente.

Categorias: Poemas