Entradas categorizadas em ‘Poemas’
DEFINIÇÕES
Incenso: defumação aromática para hipnotizar Nosso Senhor.
Melancolia: maneira romântica de ficar triste.
K: letra caminhante.
Adolescência: idade em que a gente lê sem estar pensando noutras coisas.
Diálogo: dois monólogos intercalados.
Saudade: é o que faz as coisas pararem no tempo.
Cão: amigo e grande puxa-saco do homem.
Eternidade: um relógio sem ponteiros.
Vento: pastor das nuvens.
E pra fechar…
Lavoisier: “Nada se perde, tudo muda de dono.”
Né?
Categorias: Poemas · Reflexões
713.789
O bom das segundas-feiras, do primero de cada mês e do primeiro de cada ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova… Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?
Mario Quintana.
Categorias: Poemas
Eis um poema curto do sueco Tomas Tranströmer. É de uma delicadeza única ao tratar do fato de que fomos, afinal, feitos à imagem e semelhança de Deus (ainda que não estejamos completos). Se você ainda ainda não conhece, mas quiser conhecer mais desse poeta, leia “The half-finished heaven”. Vale a pena.
Igreja românica
Os turistas se apinharam na penumbra da enorme igreja românica
Arco se abrindo atrás de arco e nenhuma perspectiva.
A chama de algumas velas vacila.
Um anjo –não consegui ver a sua face—me abraçou
e o seu sussurro atravessou todo o meu corpo:
“Não se envergonhe de ser um ser humano, orgulhe-se!
Dentro de você um arco se abre atrás de outro, infinitamente.
Você nunca estará completo, e é assim que tem de ser.”
Lágrimas me cegaram
quando fomos conduzidos até a praça ferozmente ensolarada
junto com Mr. e Mrs. Jones, Herr Tanaka e a Signora Sabatini;
dentro de cada um deles arcos e mais arcos se abriam infinitamente.
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