As pessoas precisam parar de expor as empresas onde trabalham falando alto ao celular nas salas de embarque dos aeroportos e nas aeronaves, antes da decolagem.
Nas minhas horas de espera em Congonhas e Santos Dumont, principalmente, já ouvi de tudo. Que cabeças vão rolar numa grande rede varejista (que não posso repetir o nome aqui) porque faz dias que os cartões de crédito não funcionam nas principais lojas de São Paulo. Que aquele superintendente fulano de tal daquela renomada empresa de tecnologia é um grosso-mal educado-que-não-sabe-tratar-com fornecedor-e-que por isso-será-processado-pela empresa-X. Que o serviço a ser implementado numa determinada companhia só funcionará com 40% da capacidade para favorecer uma outra grande companhia. (Isso não é crime, gente?).
Tudo isso exposto assim, sem nenhuma cerimônia, por funcionários descuidados, mal preparados e em geral deslumbrados com a posição que passaram a ocupar recentemente na empresa.
É… As corporações estruturam complexas áreas de controles, investem milhões em segurança da informação e basta um inocente celular para tornar tudo isso inútil.
É como gastar milhões com sofisticadíssimos equipamentos de segurança e o ladrão entrar na empresa com crachá de funcionário.
O que será que está faltando?
Erro e desatenção tanto do descuidado quanto do que mal o preparou. O ambiente do aeroporto é tão “paisagem” que os novatos eufóricos esquecem que estão rodeados por pessoas e nem imaginam que entre essas pessoas está uma jornalista atenta!
Luiza,
É sempre bom ler os seus” Relatos ao Pé da letra”, me divirto muito e fico mais culto.Aguça a sensibilidade!
Beijos,
José Renato Genova