Comecei a ler “O Andar do Bêbado” quase por acaso. Ou talvez para tentar entender o que leva uma pessoa, em certo ponto da vida, a fazer um curso de Ciências Atuariais. Aliás, não por acaso, tenho muitos amigos atuários.
O livro do físico americano Leonard Mlodinow trata das probabilidades (coisa de atuário?!). Mais especificamente de como o acaso comanda nossas vidas e de quanto não nos damos conta disso apenas porque nosso cérebro, ao menos o hemisfério esquerdo dele, fica tentando encontrar um padrão em todas as situações, mesmo quando não existe um padrão. Parece que não fomos mesmo programados para eventos fortuitos, para a aleatoriedade, para a incerteza .
Talvez seja por isso que não damos à Sorte o crédito pelos nossos sucessos nem ao acaso o fato de estarmos num e não noutro caminho. Pelo contrário, temos certeza de que fomos nós que escolhemos nosso destino ao fazermos escolhas.
O livro termina com uma saída: “Minha mãe me ensinou a aceitar os eventos fortuitos que nos causam sofrimentos (…) E a apreciar a ausência das doenças, da guerra, da fome e dos acidentes que não – ou ainda não – nos acometeram.”
É… Eu sabia que tinha uma boa explicação para eu ter ficado hoje sete horas dentro de um carro tentando chegar em São Paulo debaixo de uma interminável tempestade.
Mais um evento fortuito que me livrou de algo pior?
Quem sabe?
1 resposta Até agora ↓
Nelsinho // Setembro 10, 2009 às 1:02 am |
Luiza,
O que devemos ao acaso? O que o acaso nos deve?
Seria algo que cientificamente comprovado?
Adorei o post, concordo em genero, numero e grau que é algo que temos sempre que refletir, bjaun
Nelsinho