Relatos ao Pé da Letra

Entradas do Agosto 2009

Invisíveis.

Agosto 25, 2009 · 5 Comentários

Não começa logo no dia seguinte.

Começa de repente.

De repente você está em casa, seu celular para de tocar, sua caixa de emails fica vazia, você liga e não atendem suas ligações. Se perguntam de onde você é, você não sabe dizer.

De repente sobra tempo para sentir-se inútil, invisível, substituível.

Mas também é de repente que você começa a perceber que sabe muito bem quem você  é, de onde é e o que quer para a sua vida. Porque descobre que a sua visibilidade, o seu sobrenome de fato está na sua carteira de identidade e não na sua carteira de trabalho.

É só uma questão de tempo.

P.S: aos meus muitos amigos que estão temporariamente “invisíveis”, mas que sabem que são insubstituíveis. E que tudo na vida é só uma questão… De tempo!

Categorias: Reflexões

Você é uma boa pessoa?

Agosto 9, 2009 · 3 Comentários

… Mesmo quando não tem ninguém olhando?

Pois é…  O “Mesmo quando não tem ninguém olhando” é que é o problema. Você faria alguma coisa boa por alguém sem contar pra ninguém? Sim, porque se você contar, deixa de ser uma boa ação. Ou não?

Esta é a pergunta a que nos remete o filme “Sete Vidas”, direção de Gabriele Muccino, que tem o intuito de nos levar a fazer algo que deveríamos fazer sozinhos e naturalmente, que é pensar. Mas cumpre o papel do cinema, que é o de entreter. E entreter no sentido de desocupar-se de algo material para ocupar-se de algo acima do que é puramente físico. Que é, aliás, o que eu penso do cinema. Que é o motivo pelo qual eu gosto de cinema.

Não sou crítica para ficar julgando a interpretação dos atores ou a competência da direção do filme. Apenas que “Sete Vidas” me fez,  por algumas horas, parar de pensar no meu cotidiano, abandonar  minhas atividades diárias e refletir sobre quantas pessoas eu ajudei  nesta semana e não contei  pra ninguém que ajudei; em quantas pessoas eu ajudei e contei pra todo mundo; e em quantas pessoas eu não ajudei  só porque ninguém ia saber… Só isso.

Será que não está faltando no nosso dia-a-dia algo como compaixão, piedade (sim, esta palavra ainda existe!) e misericórdia? Sem qualquer conotação religiosa?

Será?

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