“Tudo o que dá prazer na vida é assim: a partir de um certo ponto, satura, deixa de satisfazer e começa a ficar positivamente desagradável.”
Esta e outras muitas questões são colocadas no livro “Felicidade”, do filósofo brasileiro Eduardo Giannetti, publicado em 2002 pela Editora Companhia das Letras, a partir de conversas entre quatro amigos, ex-colegas de faculdade, que se encontram para discutir o tema. De Marx a Adam Smith, as citações formam um instigante pano de fundo para as conversas que, felizmente, não têm a pretensão de esgotar o tema.
“A felicidade seria a posse perpétua da condição de estar bem resignado, o estado pacífico e sereno de ser um tolo entre canalhas?” , “ A pobreza resulta do aumento dos desejos do homem e não da redução de suas posses?” Ou “A busca da felicidade é uma interminável acumulação de bens de consumo?”. “Seria o descontentamento, e não o contentamento, o motor de toda mudança?”. Ou como dizia Mozart: “A felicidade existe apenas na nossa imaginação?”
Tudo é discutível. Mas pra mim, a questão maior do livro está em se querer sinceramente saber “Até que ponto as nossas escolhas têm conduzido à criação de condições adequadas para vidas mais livres e dignas de serem vividas?” Esse é o ponto.
Agora, se você estiver com preguiça de ler e quiser encurtar o caminho, vá à Bahia. Lá não é a terra da felicidade?
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