Relatos ao Pé da Letra

Incompletos.

Março 3, 2009 · 4 Comentários

Recebi esta mensagem do meu Coach Marcus Baptista, como sendo de autoria do escritor João Guimarães Rosa. Mas não importa de quem seja, e sim a mensagem.

“Cada homem tem seu lugar no mundo e no tempo que lhe é concedido. Sua tarefa nunca é maior que sua capacidade para poder cumpri-la. Ela consiste em preencher seu lugar, em servir à verdade e aos homens. Conheço meu lugar e minha tarefa; muitos homens não conhecem ou chegam a fazê-lo quando é demasiado tarde. Por isso tudo é muito simples para mim e só quero fazer justiça a esse lugar e a essa tarefa.” … Mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra”. João Guimarães Rosa.

Lembrou-me aquele anjo que sussurrou no ouvido do poeta sueco Tomas Tranströmer em frente à Igreja Românica: “Não se envergonhe de ser um ser humano, orgulhe-se! Dentro de você um arco se abre atrás de outro, infinitamente. Você nunca estará completo, e é assim que tem de ser.”

Categorias: Dicas de boa literatura · Reflexões

4 respostas Até agora ↓

  • Maíra // Março 4, 2009 às 10:03 pm | Responder

    a segunda parte, do Mire e veja em diante, é do Grande Sertão mesmo :)

  • said ali // Março 8, 2009 às 10:53 am | Responder

    Tem gente que não muda nunca…alguns canalhas de 70 anos já eram canalhas ao 7…

  • valmi // Março 10, 2009 às 6:50 pm | Responder

    tem gente que não muda nunca…(do filme Os educadores)

  • Affonso Fausto // Março 15, 2009 às 6:10 pm | Responder

    Ser humano não é fácil! Estou mudando de residência após 21 anos morando na mesma casa! Vou do Morumbí, fresco, cheio de árvores, com trânsito menos desesperador e uma característica curiosa: os motoristas, especialmente os particulares (profissionais) são sempre gentís para com Você. Afinal, Você poderá ser o futuro emprego dele! Há os coqueiros plantados por mim, com mais de 20 metros de altura, com folhas caíndo no quintal, com estrondo, me lembrando que a vida também termina até para as grandes e até então verdes folhas…E isso nos alerta e nos reforça a humildade! Também tombaremos um dia! Só que não precisava ser agora! E saio daqui, dos meus 700 m2 de grama, árvores, unhas de gato subindo pelos muros, vizinhos desconhecidos e distantes, segurança à porta, tudo isso com as mesmas maritacas e beija-flores que quase me chamam pelo nome, sabiás-laranjeira, pequenas aves que, por vezes entram em casa por uma porta e saem por outra, antigos churrascos com todas as cervejas possíveis, com cheiros e aromas, ventos suaves que são agrados de mãos leves na cabeça branca, ânsias e esperanças, casamentos e batizados, aniversários muitos, todos reunidos dentro e fora de casa, com um duomo de mais de 7 metros de diâmetro iluminando a todos, nos transformando em anjos com algum teor alcoolico e asas para não cair da escada, eventuais furtivas subidas ao andar superior, meu escritório, o nosso quarto, o quarto anexo dos netos, tudo por um apartamento na Veiga Filho, em Higienópolis, junto da ngélica tumultuada, dos menininhos bonitos do Paulistano ou da Hebraica, tanto faz, do congestionamento total, dos pregões tristes de “goods” e veículos coreanos, dos câes tristes de aptos., do mesmo zelador ávido por gorgeta.
    Enfim, com o meu horizonte curto, não sei mais se o tranformo no “meu canto” ou se fico só de passagem, esperando… Aos 72, não vou ficar mais 21 anos no aptº da Veiga Filho. É triste e constrangedora essa certeza! Ninguém merece ter a consciência de alguns finais! Viva a irresponsabilidade, a alegria e a fé. De qualquer modo, se o pior acontecer na nova casa, irei para a futura descendo o elevador de pé, na vertical, como compete a um herói de balada…
    Beijos do
    Affonso Fausto

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