Relatos ao Pé da Letra

Entradas do Janeiro 2009

Deus.

Janeiro 27, 2009 · 5 Comentários

“Conversando” por email com meu amigo Affonso Fausto – que pelo texto abaixo, começo a desconfiar que se chama Fausto (*) não por obra do acaso… Parei pra pensar em Deus. Não naquele do colégio de freiras, que assombrava, punia e até se vingava de crianças inocentes. “Deus está vendo”… Sempre! E está mesmo, já que é onipresente. Mas via exatamente por quê, já que sabe tudo, posto que é onisciente? E pra quê? Já que é onipotente? Naquela época eu tinha medo de Deus.

Hoje Ele me parece mais inefável – já que me faltam palavras – que concreto, já que não me é nitidamente claro e definível – ou ainda abstrato, embora em algumas ocasiões eu o tenha sentido de modo concreto na minha vida. O fato é que não consigo dar a minha opinião, amigo Fausto, sobre a “abstralidade” ou a “concretude” de Deus. Mas aí vai o seu texto como provocação aos leitores deste Blog.

“”A pois, hoje fiquei indignado ao me lembrar que, no Colégio Marista, em Santos, numa análise gramatical de uma oração qualquer, me engalfinhei com um Ir. Marista que não aceitava a minha classificação gramatical de “Deus” como substantivo “abstrato”! Queria, porque queria, que fosse “concreto”, embora muito semelhante à “caridade”, à “esperança” e à vontade que tive de estraçalhá-lo. Perdi a batalha, mas não a guerra! Vou providenciar junto ao Gabriel Chalita, por exemplo, que force aos abnegados Irs., via artigos e alguma coisa mais, que admitam ser Deus um substantivo abstrato… Não há qualquer “capitis diminutio” em se ser abstrato, a não ser o fato real de não ocupar lugar no espaço, não é mesmo? Se Ele fosse realmente concreto não poderia ser onipresente, pois ocuparia todo o espaço disponível e, somente o Inferno estaria disponível para nós, simples mortais! Se Deus é onipresente, somente poderá ser abstrato, até para seu conforto, concorda? Gostaria de saber a sua opinião, pois a respeito como excelente conhecedora do Português (perdão, da língua portuguesa…) e me sinto como se estivesse fazendo uma análise, pois nunca remeti aquele professor ao lugar que lhe cabia… “

Forte abraço e grande beijo do amigo “concreto”,

Affonso Fausto

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(*) Fausto é o protagonista de uma popular lenda alemã de um pacto com o demônio, baseada no médico, mágico e alquimista alemão Dr. Johannes Georg Faust (1480-1540). Considerado símbolo cultural da modernidade, Fausto é um poema de proporções épicas que relata a tragédia do Dr. Fausto, homem das ciências que, desiludido com o conhecimento de seu tempo, faz um pacto com o demônio Mefistófeles, que o enche com a energia satânica insufladora da paixão pela técnica e pelo progresso. Fonte: Wikipédia.

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Mamma Mia

Janeiro 17, 2009 · 1 Comentário

Mamma Mia é um musical. Então, pra começar, se você não gosta de musicais, nem se dê ao trabalho de ir ao cinema ou de pegar o DVD na locadora. Mamma Mia está longe de ser um clássico. É só um daqueles filmes que deveriam ficar permanentemente em cartaz num cinema perto de você. Só pra ir assistir naqueles dias de baixo astral. É um santo remédio. Leva qualquer TPM pro espaço! O filme é tão alto astral que a gente até releva os problemas de iluminação, as vozes não lá muito encantadoras dos atores, enfim… Mas vale para ver Meryl Streep se divertindo.

Ah, mas a música é do Abba… E daí? É uma delícia! Pra não pensar em nada mesmo. A história é pra lá de manjada, mas é pura diversão: antes de se casar, uma garota quer conhecer seu pai verdadeiro para que ele a leve ao altar. E sem a mãe saber, convida três ex-namorados desta para a festa de casamento… Na Grécia! Não é tudo? O resto é muita agitação, mulheres falando, falando, falando, cantando, cantando, cantando e dançando, dançando, dançando o tempo todo do filme.

Parece tortura? Não é.  Basta assistir “desarmado”.

P.S. Ah! Se pegar o DVD, assista ao making off. É imperdível!

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Sangue

Janeiro 11, 2009 · 2 Comentários

Nesse início de ano, quero lembrar que tem uma coisa que a gente pode fazer para ajudar os outros sem que para isso precisemos gastar muito do nosso tempo ou qualquer quantia em dinheiro.

Os  bancos de sangue estão precisando de sangue. De três em três meses, ao longo dos últimos anos, tenho feito a minha parte. E nem sei quem vai receber. Não é preciso saber. Mas me sinto bem fazendo a doação.

O Banco de Sangue de São Paulo avisa: doar é seguro, não altera a pressão arterial e muito menos engrossa ou modifica seu sangue.

Mas é uma ação voluntária. Pense nisso.

Acesse www.bssp.com.br  para saber mais.

Feliz 2009.

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