Entradas do Outubro 2008
Das coisas bonitas que a atriz Liv Ullman disse nas entrevistas que concedeu em sua recente visita a São Paulo, uma ficou na minha memória. Ao lhe perguntarem sobre o que mudou na vida dela desde o lançamento do seu livro “Mutações”, em 1975, ela respondeu: “Naquela época eu ainda não sabia como a vida é preciosa.” E como a vida é preciosa! Que nos lembremos sempre disso e não apenas quando em risco de perdê-la.
Liv Ullman está linda, serena, mais que perfeita aos 70 anos de idade. Sim, porque perfeita eu já a considerava nos filmes de Ingmar Bergman.
Só por isso, ela não merecia dividir o palco com aquele banner do patrocinador, onde se lia: “O legítimo bacalhau da Noruega!”
Ninguém merece!
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Se existe alguém neste mundo que não tem o menor interesse em saber a diferença entre o que é certo e o que é errado e pra quem, esse alguém é minha sogra. Quando lhe dizem “isto é certo” ou “isto é errado”, ela ameaça com aquela expressão de quem pergunta: “Certo e errado pra quem, cara pálida? Muita coisa que é certa para uns, é errada para outros e vice-versa” – diria ela.
Para a minha sogra, só existe “o que faz bem” e “o que faz mal” para as pessoas. E isso vale para tudo: do remédio à opção sexual alheia. E nessa linha, essa senhora septuagenária com cabeça de trinta, faz o que “faz bem” e evita o que “faz mal”. Simples assim. E não importa se a favor ou a despeito da família.
Sábia essa minha sogra. Enquanto o marido, octogenário, ainda se bate e se debate entre o que é certo e que é errado pra ele, perdendo muitas vezes o melhor da vida, ela por sua vez, só fez (e só faz) o que lhe dá na telha. Para o bem ou para o mal, diga-se de passagem. Mas isso é uma outra história…
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“Mas”… Como escreveu Mario Quintana…
“Vamos fechar os olhos, agora, e pensar numa outra coisa…”
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Aprendemos alguma coisa assistindo a filmes? Eu acho que não.
Filme para mim é entretenimento. Algo como distração, ou seja, algo que serve para “afastar o espírito de uma ocupação física”.
Por mais que um filme tenha a pretensão de ser “intelectual”, “cabeça”, “político” “realista”, filme para mim será sempre entretenimento. Uma coisa que se parece com a vida mas que não é a vida. E isso é que é extraordinário num filme. Seja “O Ano Passado em Marienbad” de Alain Resnais seja “Indiana Jones” de Steven Spielberg, pra mim é tudo entretenimento. Não importa se na vida real não sejamos tão “inefáveis” ou se a floresta amazônica se pareça mais com o nosso quintal. Nada disso importa. O que importa é nos emocionarmos e nos divertirmos. Isso é o que importa.
Nenhum filme vai me convencer a fazer algo de bom pelo planeta, nenhum filme vai me convencer a não ser racista, nenhum filme vai me convencer a ser patriota, nenhum filme vai me convencer a não ser preconceituosa. Para mim, quem ensina e educa é família (no sentido mais amplo que essa palavra possa ter). Quem forma é escola ( no sentido mais restrito que essa palavra possa ter). O resto? Bem… O resto é entretenimento.
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Deve ser ótimo passar uma tarde em Itapuã. Mas também foi ótimo passar uma tarde com minhas amigas Luciana e Mariana em casa assistindo aos shows do Roger Waters In the flesh-live, em Oregon nos EUA (se bem que eu acho que em São Paulo foi melhor), curtindo com um bom vinho “ Mother”, “Wish you were here”, “Shine on you crazy diamond” e “Breathe” . E depois assistir ao show inteirinho de Eric Clapton com participação de Phil Collins e músicas inesquecíveis como “Crossroad”, “Miss you” e “In the air tonight”. E depois assistir a Santana In the Supernatural com “Yaleo”, “Love of my life” e “Africa bamba”. E depois assistir a Ney Matogrosso interpretando lindamente Cartola em músicas como “As rosas não falam”, “Acontece”, “Basta de clamares inocência” e “O mundo é um moinho”. E depois assistir extasiadas ao show de Maria Bethânia em Tempo, Tempo, Tempo, Tempo com músicas como “Olha maria”, “Modinha”, “Olhos nos Olhos”, “Felicidade”, “Gente humilde” e finalmente ”Tarde em Itapuã”.
Pois é… Seja em Itapuã, seja em lugar qualquer, passar a tarde com amigos é sempre ótimo!
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