Ainda não tinha assistido a esse vídeo de apenas 20 minutos da ativista e ambientalista Annie Leonard. Se eu já tinha ficado impressionada com “The Corporation”, agora fiquei assombrada especialmente com os números que nos acordam para a “insustentabilidade” do nosso planeta dominado por um consumismo, digamos, ”planejado”.
Uma frase chamou-me à atenção pois define perfeitamente o objetivo da publicidade nesse contexto de horror, que é ”o de nos tornar infelizes com o que temos”. E então compramos, jogamos fora, produzimos lixo, compramos, jogamos fora, produzimos lixo, compramos, jogamos fora… Indefinidamente, infinitamente, incessantemente, incontrolavelmente… Como se os recursos do nosso planeta fossem inesgotáveis.
E aí, lembrei-me de Paul Valèry, poeta e pensador francês, num texto que li no prefácio do livro “Modernidade Líqüida”, de Zygmunt Bauman:
“Interrupção, incoerência, surpresa são as condições comuns de nossa vida. Elas se tornaram mesmo necessidades reais para muitas pessoas, cujas mentes deixaram de ser alimentadas por outra coisa que não mudanças repentinas e estímulos constantemente renovados… Não podemos mais tolerar o que dura. Não sabemos mais fazer com que o tédio dê frutos.”
E olhe que Valèry ainda não tinha visto nada…
Nem eu.
Para assistir ao vídeo “The Story of Stuff”:
Que bom que você gostou, fico feliz em ter contribuído com a divulgação desse documentário. Ele é assustador e apesar de fazer 2 semas que vi pela primeira vez ainda estou “traumatizado”.
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