As pessoas andam tão confortáveis com seus “sobrenomes” corporativos que algumas, acredito eu, já nem se lembram do seu nome verdadeiro. Em casa atendem como se estivessem na empresa…
Observe essa situação pela qual passei há poucos dias (alguns nomes são fictícios).
- Banco Sul, diretoria de produto, Fabiana, boa tarde, em que posso ajudar?
- Boa tarde, Fabiana. Meu nome é Maria. Eu quero falar com o Sr. João de Souza, por favor.
- Maria de onde?
- Como de onde? Não seria de quê? É Maria de Carvalho.
- Sim, mas de onde?
- Ora, daqui, da minha casa…
- Senhora, preciso saber de que empresa a senhora é. “Tipo” Maria do Bradesco, Maria do Itaú…
- Bem, o assunto é particular.
- Particular de que empresa, senhora?
- Mas eu não estou falando de nenhuma empresa! Estou em casa. O assunto é particular!
- Sinto muito, senhora, sem saber de onde é a Maria não posso passar a ligação… Boa tarde.
- !