Não é novidade para quem me conhece que meu autor preferido é Gabriel García Márquez. Prêmio Nobel de Literatura em 1982, García Márquez nasceu em Aracataca, uma pequena e empoeirada cidade da Colômbia, que em seus livros é retratada com o nome de Macondo. Quem leu Cem Anos de Solidão, sabe do que estou falando.
Acho importante conhecer a obra desse magistral escritor. Ele escreve como se fossem reais, coisas que apenas imaginamos. E escreve sobre temas universais, em especial o amor e a solidão.
O trecho final de Ninguém Escreve ao Coronel, segunda obra do autor e uma crítica à burocracia, é para mim um dos melhores exemplos de como García Márquez vai fundo na alma humana, com uma simplicidade inacreditável. Segue o trecho.
(Ao ser questionado por sua mulher, desesperada com a miséria, sobre o que iriam comer…)
“O Coronel precisou de setenta e cinco anos – os setenta e cinco anos de sua vida, minuto a minuto – para chegar àquele instante. Sentiu-se puro, explícito, invencível, no momento de responder:
- Merda. “
Leia García Márquez. Ao menos esses livros, que considero obrigatórios: Ninguém Escreve ao Coronel, Cem Anos de Solidão, Doze Contos Peregrinos, O Amor nos Tempos do Cólera, Crônica de Uma Morte Anunciada, Do Amor e Outros Demônios, O Enterro do Diabo, A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada, Os Funerais de Mamãe Grande, Olhos de Cão Azul (maravilhoso), O Outono do Patriarca, Memórias de Minhas Putas Tristes .