É difícil ter um filme preferido, mas eu tenho. É “Amarcord”, de Federico Fellini, lançado em 1973 ou 1974. Amarcord, dizem, significa “eu me lembro” ou “eu me recordo” num dialeto de Rimini, Itália. Sempre que penso nesse filme ( eu já vi dezenas de vezes) me vem à mente a doce e nostálgica canção composta por Nino Rota. Ela me leva de volta ao filme, sempre.
A história se passa nos anos 30, numa comunidade dominada pelo fascismo, em que histórias de várias pessoas se cruzam com a história de uma família. Mas tudo do ponto de vista de uma criança/adolescente (Fellini quando jovem). Na realidade, a história não tem importância. Ao assistir, esqueça qualquer lógica e deixe-se levar pela emoção. Porque os inesquecíveis personagens desse filme fazem parte não da memória pura e simples de Fellini, mas de sua humanidade.
Depois… Já que você assistiu a um belo filme de Fellini, assista a outros, igualmente inesquecíveis, na minha opinião, nessa ordem: Oito e Meio, A Doce Vida, E La Nave Va, A Estrada da Vida, Noites de Cabíria e Julieta dos Espíritos (Giulieta Masina em atuações espetaculares), Satyricon, Ginger e Fred e o último de Felini, A Voz da Lua.
Será possível que você também não se apaixone?
Aguarde para breve a próxima dica de filme. Tenho uma lista enooorme.
3 respostas Até agora ↓
Patricia Carmin // Junho 23, 2008 às 10:48 am |
Adorei seu post!
Pessoal, essa eu tenho que recomendar, dois sites interessantíssimos: http://www.meus3desejos.com.br e http://www.videoflix.com.br.
Abs.
Affonso Fausto // Julho 12, 2008 às 1:46 pm |
Há anos, quando era jovem, trabalhei como crítico de cinema! Éramos o Jairo Arco e Flexa, cujo irmão Miguel já trabalhava na Gazeta, com o pai, e eu. Ví o “Desfolhando a Margarida”, 1º filme protagonizado pela Brigitte Bardot, onde há uma cena antológica de streap tease. Sumiu! Há, ainda, o “Cavalo Verde”, onde o amante se esconde debaixo da cama e “ouve tudo”, e o genial, “Il Generale Della Rovere”, c/ Victorio de Sicca, um scrok que se torna herói. É um estudo sobre comportamento ou “como se tornar herói em tempos de guerra, sem armas” . Nunca ví melhor descrição de patriotismo! Não há espaço, mas o Príncipe Totó azarando lojas de jóias, com uma íncrivel bengala! E a “Colina 46″ (?), 1º filme de Israel, relatando a luta de independência e a traição dos ingleses… E o Lawrence da Arábia? O Rei da Jordânia, Huissen, manteve a Legião Árabe, tropa de Cavalaria criada pelo Lawrence e estudou no Trinity College, em Londres, com o Robert Amin Abbud, ex-namorado da Rainha Narriman, do Egito, ex-esposa do Rei Farouk
A Legião Árabe impediu a destruição de Israel e conteve os Palestinos. Mas é uma outra história…
Affonso Fausto // Julho 17, 2008 às 12:58 am |
Há um filme que me fez chorar…. “Nada de novo do front Ocidental”. Lembram-se da florzinha, miúda testemunha da brutalidade das guerras?
Há outro, que desperta heroísmo e sacrifício a que todos somos obrigados, se um lado ou de outro, da “boa guerra ou da má guerra”: “Lili Marlene”. é incrível, mas a letra consegue ser melhor do que a música!!!
Quando acho que a vida me maltrata, ouço “Lili Marlene”…