
Muita saudade… É o que vou sentir sempre que me lembrar desse pequeno e frágil bichinho, que alegrou nossas vidas ainda que tivesse poucos recursos para demonstrar afeição… Não abanava o rabo como meus cachorros, não ronronava como os gatos.. Apenas nos olhava fixamente e mexia o focinho. E com apenas isso, dizia tudo!
Eu devo ter sido o único ser humano a aproximar-se dele com carinho, antes da minha filha. Nesse sentido, ele era meu neto!
Tanto que eu era a única pessoa que ele reconhecia pela voz. Sempre que eu chegava na casa da Maíra, ele acordava e vinha correndo lamber o meu pé. Queria colinho. E adorava quando eu colava meu rosto no dele e dançava ” Cheek-to-cheek”, fazendo algum barulhinho com a voz. Ficava agitado. Depois “pedia” pra fazer de novo. Era a criaturinha mais doce e inocente deste mundo!
O Joca se foi. E com ele, um pedacinho de mim que neste momento está maior que eu.
Daqui pra frente, tudo o que posso fazer em nome desse querido animalzinho, é iniciar uma campanha “Não comprem Ferrets!” A ganância de comerciantes de Ferrets é bem do tamanho de sua crueldade. Esses pequenos animais são castrados, sabe Deus como, com dois dias de vida, poucos sobrevivem… E pra quê? Para depois morrerem de câncer, como o nosso querido Joca.
Adeus, Joca. Você já está fazendo falta…