Relatos ao Pé da Letra

Entradas do Junho 2008

Uma questão de identidade

Junho 30, 2008 · Deixe um comentário

 

As pessoas andam tão confortáveis com seus “sobrenomes” corporativos que algumas, acredito eu, já nem se lembram do seu nome verdadeiro. Em casa atendem como se estivessem na empresa…

 

Observe essa situação pela qual passei há poucos dias (alguns nomes são fictícios).

 

-  Banco Sul, diretoria de produto, Fabiana, boa tarde, em que posso ajudar?

-  Boa tarde, Fabiana. Meu nome é  Maria. Eu quero falar com o Sr. João de Souza, por favor.

-  Maria de onde?

-  Como de onde? Não seria de quê? É Maria de Carvalho.

-  Sim, mas de onde?

-  Ora, daqui, da minha casa…

-  Senhora, preciso saber de que empresa a senhora é. “Tipo” Maria do Bradesco, Maria do Itaú…

-  Bem, o assunto é particular.

-  Particular de que empresa, senhora?

-  Mas eu não estou falando de nenhuma empresa! Estou em casa. O assunto é particular!

-  Sinto muito, senhora, sem saber de onde é a Maria não posso passar a ligação… Boa tarde.

- !

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Gabriel García Márquez. Ninguém escreve como ele.

Junho 28, 2008 · 3 Comentários

Não é novidade para quem me conhece que meu autor preferido é Gabriel García Márquez. Prêmio Nobel de Literatura em 1982, García Márquez nasceu  em Aracataca, uma pequena e empoeirada cidade da Colômbia, que em seus livros é retratada com o nome de Macondo. Quem leu Cem Anos de Solidão, sabe do que estou falando.

 

Acho importante conhecer a obra desse magistral escritor. Ele escreve como se fossem reais, coisas que apenas imaginamos. E escreve sobre temas universais, em especial o amor e a solidão.

 

O trecho final de Ninguém Escreve ao Coronel, segunda obra do autor e uma crítica à burocracia, é para mim um dos melhores exemplos de como García Márquez vai fundo na alma humana, com uma simplicidade inacreditável. Segue o trecho.

 

(Ao ser questionado por sua mulher, desesperada com a miséria, sobre o que iriam comer…)

 

“O Coronel precisou de setenta e cinco anos – os setenta e cinco anos de sua vida, minuto a minuto – para chegar àquele instante. Sentiu-se puro, explícito, invencível, no momento de responder:

 

- Merda. “

 

Leia García Márquez. Ao menos esses livros, que considero obrigatórios: Ninguém Escreve ao Coronel,  Cem Anos de Solidão, Doze Contos Peregrinos, O Amor nos Tempos do Cólera, Crônica de Uma Morte Anunciada, Do Amor e Outros Demônios, O Enterro do Diabo, A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada,  Os Funerais de Mamãe Grande, Olhos de Cão Azul (maravilhoso), O Outono do Patriarca, Memórias de Minhas Putas Tristes . 

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Experiência: o tempo a nosso favor

Junho 25, 2008 · 3 Comentários

O anúncio de emprego diz:  Multinacional procura jovem de até no máximo 30 anos de idade, com graduação e pós-graduação completas, desejável MBA, sólida experiência gerencial de mais de 5 anos, desejável experiência profissional no Exterior, inglês  e espanhol  mandatórios  (…)”

Quando leio esses anúncios em jornais e mais comumente em determinados sites de emprego que se dizem respeitáveis, fico pensando em como o Homem tem lutado para reduzir o tempo e a distância… E em como essa luta pouco tem servido para unir nações (o que seria no mínimo louvável).

Tenho que admitir, porém, que no que diz respeito à distância, temos conseguido vitórias extraordinárias. Hoje é possível a qualquer mortal se comunicar em tempo real com outro a dezenas de quilômetros de distância. Aliás, é mais comum se falar com um amigo em Londres ou Pequim do que com um vizinho de apartamento. Mas isso é outra história…

O tempo, contudo, tem dado trabalho ao Homem. À parte as propostas de algumas “universidades “ que, em busca de reduzir o tempo dos estudos (e ganhar muito dinheiro com isso), têm oferecido cursos de graduação, pós-graduação (e até MBA) simultâneos, em dois anos (!!!), nas outras áreas da vida, o tempo  vem se mantendo na liderança nessa dura batalha.

O fato até aqui inquestionável é um só: Experiência, Conhecimento e principalmente Sabedoria… Ainda demandam TEMPO.

Tinha uma história que circulava numa determinada empresa à qual tive acesso, sobre a atriz Dina Sfat. Não sei se é verdade ou lenda. Mas o que contavam é que ela tinha sido contratada para fazer um comercial dos produtos da empresa e pediu uma quantia que hoje corresponderia a mais ou menos R$ 50 mil. Achando um absurdo, um “gerente-autoridade-em-chefe” da empresa perguntou a ela:

- O quê? Cinquenta mil por 30 segundos?

Ao que ela respondeu:

_ Não, por 30 anos de carreira!

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Jessye Norman sings Michel Legrand, 2000

Junho 23, 2008 · Deixe um comentário

Ligue o som, apague as luzes e deixe-se levar pela voz descrita no Washington Post como “huge, expressive, opulent” entoando canções inesquecíveis de Michel Legrand.

Atenção especial a “What are you doing the rest of your life”, “Dis-moi”, “Celui-là, “Les moulins de mon ceur”, ” Les parapluies de cherbourg” e à belíssima “The summer knows” (quem tem mais de 4.0, deve lembrar-se do filme que em português recebeu o título de “Houve uma vez um verão”).

Jessye Norman é uma cantora de música erudita, negra, linda, nascida em Augusta, na Geórgia, EUA. Já se apresentou com enorme sucesso não apenas nas maiores cidades dos Estados Unidos, mas em Paris, Londres, Edinburg, Salzburg, Tel-Aviv e Estocolmo. Já Michel Legrand, dispensa comentários…

Como bem lembrado no texto que acompanha o CD, já dizia Duke Ellington: “There are only two kinds of music… Good and bad.”  As deste CD seguramente estão entre as mais belas canções de todos os tempos. Aproveite.

Da próxima vez, vou falar de Cole Porter. Aguarde.

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Dicas de bons filmes “antigos”

Junho 22, 2008 · 3 Comentários

É difícil ter um filme preferido, mas eu tenho. É “Amarcord”, de Federico Fellini, lançado em 1973 ou 1974. Amarcord, dizem, significa “eu me lembro” ou “eu me recordo” num dialeto de Rimini, Itália.  Sempre que penso nesse filme ( eu já vi dezenas de vezes) me vem à mente a doce e nostálgica canção composta por Nino Rota. Ela me leva de volta ao filme, sempre.

A história se passa nos anos 30, numa comunidade dominada pelo fascismo, em que histórias de várias pessoas se cruzam com a história de uma família. Mas tudo do ponto de vista de uma criança/adolescente (Fellini quando jovem). Na realidade, a história não tem importância. Ao assistir, esqueça qualquer lógica e deixe-se levar pela emoção. Porque os inesquecíveis personagens desse filme fazem parte não da memória pura e simples de Fellini, mas de sua humanidade.

Depois… Já que você assistiu a um belo filme de Fellini, assista a outros, igualmente inesquecíveis, na minha opinião, nessa ordem: Oito e Meio, A Doce Vida, E La Nave Va, A Estrada da Vida, Noites de Cabíria e Julieta dos Espíritos (Giulieta Masina em atuações espetaculares), Satyricon, Ginger e Fred e o último de Felini, A Voz da Lua.

Será possível que você também não se apaixone?

Aguarde para breve a próxima dica de filme. Tenho uma lista enooorme.

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Joca se foi…

Junho 20, 2008 · 3 Comentários

Joca

Muita saudade… É o que vou sentir sempre que me lembrar desse pequeno e frágil bichinho, que alegrou nossas vidas ainda que tivesse poucos recursos para demonstrar afeição… Não abanava o rabo como meus cachorros, não ronronava como os gatos.. Apenas nos olhava fixamente e mexia o focinho. E com apenas isso, dizia tudo!

Eu devo ter sido o único ser humano a aproximar-se dele com carinho, antes da minha filha. Nesse sentido, ele era meu neto! 

Tanto que eu era a única pessoa que ele reconhecia pela voz. Sempre que eu chegava na casa da Maíra, ele acordava e vinha correndo lamber o meu pé.  Queria colinho. E adorava quando eu colava meu rosto no dele e dançava ” Cheek-to-cheek”, fazendo algum barulhinho com a voz. Ficava agitado. Depois “pedia” pra fazer de novo. Era a criaturinha mais doce e inocente deste mundo!

O Joca se foi. E com ele, um pedacinho de mim que neste momento está maior que eu.

Daqui pra frente, tudo o que posso fazer em nome desse querido animalzinho, é iniciar uma campanha “Não comprem Ferrets!” A ganância de comerciantes de Ferrets é bem do tamanho de sua crueldade. Esses pequenos animais são castrados, sabe Deus como,  com dois dias de vida, poucos sobrevivem… E pra quê? Para depois morrerem de câncer, como o nosso querido Joca.

Adeus, Joca.  Você já está fazendo falta…

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Curso de “Comunicação e Pós-Modernidade” – Nova turma na PUC

Junho 19, 2008 · Deixe um comentário

Acabei de receber do meu professor Edilson Cazeloto, a informação de que estão abertas as inscrições para mais uma edição do curso “Comunicação e Pós-Modernidade”, no COGEAE – PUC/SP. Estou divulgando aqui porque acho esse curso tremendamente importante para abrir a nossa cabeça sobre os absurdos do mundo em que vivemos. Detalhes sobre o curso podem ser obtidos em http://cogeae.pucsp.br/curso.php?cod=271808&uni=SP&tip=RE&le=E&ID=11

Eu fiz e recomendo!

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FRASES DO TIETÊ

Junho 18, 2008 · 8 Comentários

 

Não, não é o rio, mas um velho amigo gaúcho conhecido por Tietê, que apesar de décadas morando em São Paulo, ainda fala com aquele sotaque ”do sulll”.

Quem o conhece, sabe a figuraça que é. Trabalhei com ele na Brasilprev e posso dizer o quanto é inesquecível. Tem uma frase pronta pra tudo e pensa tão rápido que é difícil acompanhar. No campo da retórica, pra ele é “bateu, levou”. Antes das “pérolas” que colecionei (quase 100), vão aí algumas histórias hilárias ocorridas no dia-a-dia do trabalho.

 

Pra começar, como ele fumava muito a gente até pensou em iniciar uma campanha com o seguinte slogan: “Ajude a despoluir o Tietê. Convença-o a parar de fumar”. Mas com ele não colou…

 

História 1: O Tango

Um dia estava ele ao telefone orientando um gerente do banco sobre o que dizer à cliente que estava à sua frente e queria adquirir um plano de previdência privada Júnior para seu filho menor.

- Seo Tietê – falou o gerente –  a cliente está perguntando se em caso do plano ficar em nome dela  e não do filho, o que acontece se ela falecer?

Ao que o Tietê respondeu:

- Bah, tchê, o pai assume o plano como tutor do menor!

Breve silêncio do outro lado da linha… Até que o gerente volta ao telefone:

- Seo Tietê, a cliente está perguntando o que acontece se o pai também falecer…

- Bah, tchê – respondeu o Tietê – tem avós? Então os avós assumem o plano, como tutores do menor!

Outro breve silêncio do outro lado da linha… E volta o gerente:

- Ô seo Tietê, a cliente está perguntado o que fazer se a mãe morrer, o pai morrer, o avô morrer, a avó morrer, tudo num acidente só…

Ao que o Tietê sabiamente respondeu:

-Bah, tchê, neste caso tu manda tocar um tango porque é muita tragédia pra uma família só!

História 2: A Cadela

Horário de almoço, Tietê ao telefone negociando a “cobertura” de uma de suas cadelas da raça Mastife Inglês com o dono do Roy Rogers, a celebridade do momento no mundo canino, recém-saído na capa da mais famosa revista do setor. A gente, claro, só ouvia a voz do Tietê. 

- Mas o teu cachorro vai estar disponível quando?

- (…)

- Ah! Trilegal! E quanto é que tu vai cobrar pela cobertura?

(Silêncio…)

- Mas quanto??? Milequintentosreais!?!? Mas bah, tchê! Por milequinhentosreais como eu a cadela!!!

 

História 3: A Reunião

Tietê em mais uma daquelas intermináveis reuniões onde ele costumava entrar mudo e sair calado, até porque sempre estava lá substituindo o gerente da área.

Mas eis que naquele dia, quase ao fim da reunião, o presidente virou-se pra ele e perguntou assim, “na lata”:

- Mas e aí, Tietê? Como está se sentindo?

E ele, sem pestanejar:

- Bah, tchê, se tu queres saber, estou aqui mais deslocado que cebola em salada de frutas!

 

Mas aí vão as famosas frase do Tietê:

(Agradecimento a Adriana Prado, que recuperou essas “pérolas” pra mim).

1.  De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.

 

2.  O que é um peido pra quem já está cagado?

 

3.  Mais gorduroso que telefone de açougueiro.

 

4.  Mais ligado que rádio de preso.

 

5.Mais pesado que sono de surdo.

 

6.  Mais nervoso que gato em dia de faxina.

 

7.  Mais amontoado que uva em cacho.

 

8.  Mais faceiro que guri de bombacha nova.

 

9.  Mais assustado que velha em canoa.

 

10.  Mais por fora que surdo em bingo.

 

11.  Mais sofrido que joelho de freira em semana santa.

 

12.  Feliz que nem lambari de sanga.

 

13.  Mais ansioso que anão em comício.

 

14.  Mais apertado  que bombacha de fresco.

 

15.  Mais apressado que cavalo de carteiro.

 

16.  Mais arisca que china que não quer dar.

 

17.  Mais bonita que laranja de amostra.

 

18.  Mais constrangido que padre em puteiro.

 

19.  Mais coxuda que leitoa de engorde.

 

20.  Devagarzito como enterro de viúva rica.

 

21.  Mais difícil que nadar de poncho.

 

22.  Mais encolhido que tripa na brasa.

 

23.  Extraviado que nem chinelo de bêbado.

 

24.  Mais faceiro que mosca em tampa de xarope.

 

25.  Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel.

 

26.  Mais feio que paraguaio baleado.

 

27.  Mais feio que indigestão de torresmo.

 

28.  Mais por for a que cotovelo de caminhoneiro.

 

29.  Mais tranqüilo que passeio de cobra.

 

30.  Mais gasto que fundilho de tropeiro.

 

31.  Mais gostoso que beijo de prima.

 

32.  Mais grosso que rolha de poço.

 

33.  Mais informado que gerente de funerária.

 

34.  Mais nervoso que potro com mosca no ouvido.

 

35.  Quente que nem frigideira sem cabo.

 

36.  Quem revela a fonte é água mineral.

 

37.  Pago pra ver: dinheiro de paulista, malandragem de carioca e coragem de gaúcho.

 

38.  Na minha idade para ter vida sexual ativa, só se começar a dar…

 

39.  Filho e peido a gente só aceita os da gente.

 

40.  Mais folgado que dedo em cu de avestruz.

 

41.  Mais insistente que punhalada de cego.

 

42.  Tira do meu que eu quero peidar.

 

43.  Tá que nem manteiga em focinho de cachorro: se vai com uma lambida.

 

44.  Sentado no mastro dizendo que é patriota.

 

45.  Mais metido que cu em penico.

 

46.  Mais deslocado que cebola em salada de frutas.

 

47.  É bravo, hein? Nada de poncho, mergulhar de pára-quedas e correr avestruz de tamanco em piso de pedra!

 

49.  Com os sem-vergonhas é assim: Deus cria, o diabo esparrama e eles se juntam.

 

50.  Como é que pode? Cobra de suspensório e lagartixa de pentelho?

 

51.  Era esperto: reconhecia um cego dormindo e coxo sentado.

 

52.  Mais maltratado que sovaco de aleijado.

 

53.  Venda é como trepada: se perder aquela, nunca mais dá.

 

54.  Se esparrama mais que cuspida em mosaico.

 

55.  Mais folgado que calo em sandália de dedo.

 

56.  Sobrando que nem galocha em deserto.

                             

57.  Quieto que nem guri cagado.

 

58.  Nível UB – Uma Bosta.

 

59.  Eu tô pior que vaca velha: rebolando as ancas e cagando nos garrões.

 

60.  Queres conhecer o varão, ponha-lhe o bastão na mão.

 

61.  Em festa de cobra, vá de porrete.

 

62.  Se você precisa usar bengala, não precisa usar uma que seja luminosa.

 

63.  Quando comem a mulher do vizinho, você começa a cuidar da sua.

 

64.  Quando vierem aqui, podem não nos encontrar unidos, mas reunidos sempre!

 

65.  Estou como Deus fez a mandioca: de qualquer jeito.

 

66.  Estou soltando como porco mija: aos pouquinhos.

 

67.  Técnico que substitui bem, escalou mal.

 

68.  Está se fazendo de leitão vesgo pra mamar em duas tetas.

 

69.  Os anos passam muito depressa como já dizia o tobogã.

 

70.  Viviam no desperdício… hoje têm que fritar merda pra comer torresmo.

 

71.  Como porco no batatal: o que não come, estraga.

 

72.  Como tartaruga no fundo do poço. Só esperando o golpe do balde.

 

73.  Entrega a alma a Deus e o corpo à terra fria.

 

74.  Tá dando mais voltas que bolacha em boca de velha.

 

75.  Deus quando se atrasa, vem chegando.

 

76.  Se o problema tem solução, você não precisa se preocupar; se não tem, também não.

 

77.  Pagou a festa e não foi convidado. É como testículo: coopera mas não entra.

 

78.  Se virando como minhoca em areia quente.

 

79.  Em baile de cobra não se entra sem perneira.

 

80.  Mais à vontade que testículo em cueca samba-canção.

 

81.  Don´t come, don´t have ( tradução: não vem que não tem).

 

82.  Blow up the ballon´s mouth (trad. estourando a boca do balão).

 

83.  Kill the snake and show the woods (trad. mata a cobra e mostra o pau).

 

84.  Pior que tamborim no carnaval: só apanha.

 

85.  Quando dizem que é malhado, alguma pinta tem.

 

86.  Pega mais que merda em tamanco.

 

87.  Que entende avestruz de caramelo se nunca comeu?

 

88.  Em época de muda, canário não pia.

 

89.  Segura no pincel que eu vou precisar da escada.

 

90.  Dá banquete e quer economizar no palito.

 

91.  Tranqüilo que nem mosquito picando  paraplégico.

 

92.  Discreto que nem peidinho de noiva.

 

93.  Pra comer minha mãe tá assim de gente, agora pra dar pro meu pai não aparece ninguém.

 

94.  Não mata pra comer. Mas encontrando morto…

 

95.  Puta que o pariu, dizia a princesinha levemente ruborizada diante do príncipe encantador.

96.   Tô que nem vaca velha. Reboleando as anca e cagando nos garrão.

97.  Por que arrastas o teu cú na areia? (esta é non-sense mesmo! Mas pode referir-se aos notórios puxa-sacos existentes nas empresas)

(Última atualização em 11/11/05). 

 

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Reflexão do dia

Junho 17, 2008 · Deixe um comentário

Pois é: a vida não é justa ( ou é! ). O fato é que acontecem coisas boas pra gente ruim e coisas ruins pra gente boa. Mas como diz meu velho amigo Tietê: Deus quando se atrasa, vem chegando…

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Tempo de espera. Mais uma situação absurda nas entrevistas

Junho 16, 2008 · 1 Comentário

Uma oriental que freqüenta o mesmo ortodontista que eu passou por uma situação bastante comum hoje nas empresas, quando da entrevista com candidatos. A entrevista tinha sido marcada com 10 dias de antecedência com um diretor da empresa contratante. A nossa amiga chegou com 20 minutos de antecedência no dia, hora e local marcados. Esperou por quase 1 hora pelo tal diretor que  estava “em reunião de rotina”. Ora, se a entrevista tinha sido marcada com 10 dias de antecedência, ele não sabia que tinha uma “reunião de rotina” naquele dia e horário?  Nossa amiga não teve dúvida: foi até o RH e disse que estava indo embora porque não queria trabalhar numa empresa onde as pessoas não respeitam horário e muito menos o tempo dos outros. Uma semana depois, foi contratada, com um pedido de desculpas. Parabéns à empresa! E pêsames ao tal diretor que  provavelmente “se acha mais que os outros” e bem que merecia passar uma boa temporada “disponível-no-mercado-em-busca-de-novos-desafios” para aprender a respeitar os outros…

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